Bilhete Postal
Nunes de Almeida Editores - Portugal - S/D
Estação do Pinhão
“... A Estação do Pinhão, localizada na margem direita do rio
Douro, junto à confluência com o rio Pinhão, é um belo exemplar
da arquitectura ferroviária portuguesa. Os painéis de azulejos
foram encomendados em 1937 à Fábrica Aleluia, de Aveiro, para
revestir as fachadas no intervalo dos vãos do piso térreo. Foram
pintados pelo artista J. Oliveira a partir de registos fotográficos
sobre a região demarcada do Douro e representam paisagens, fainas
agrícolas e costumes desta região vinhateira.
A estação ferroviária do Pinhão tem sido uma excepção entre
as cerca de vinte existentes na linha do Douro a montante da Régua.
A maioria está votada ao completo abandono, com visíveis sinais de
destruição. É o exemplo da estação do Ferrão, que servia as
gentes do concelho de Sabrosa, e em Miguel Torga se inspirou nos anos
60 para escrever o livro de poesia Vindima. Hoje está totalmente
abandonada e degradada.
Mas a estação de do Pinhão é desde a sua inauguração, no
século XIX, umas das mais importantes da linha do Douro, sendo
outrora um local de encontro na região e, actualmente, a porta de
entrada na região demarcada do Douro, cuja paisagem foi classificada
pela UNESCO como património cultural da Humanidade.
Durante alguns anos em decadência, a estação do Pinhão viu
revitalizada a sua operacionalidade quando em Junho de 2008 a Refer
estabeleceu um protocolo com a Quinta Nova de Nossa Senhora do Carmo,
do Grupo Amorim, tendo sido instalada nos 460 metros quadrados
disponibilizados pela entidade ferroviária uma Wine House. O
projecto da família Amorim veio dar nova vida aos espaços
desactivados, No edifício principal da estação foi criada uma loja
para provar e adquirir os vinhos do Douro, chás de ervas locais,
azeite, compotas e mel. No primeiro andar, a antiga residência do
chefe de estação, existe uma sala para eventos, recitais de musica,
tertúlias, jantares vínicos etc,.
O grupo Amorim recuperou três casas dos antigos manobradores da
estação e ali integrou um grupo museológico que contempla todo o
ciclo do vinho, desde a viticultura à enologia, passando pela
tanoaria e laboratório. ...“
Transcrito de
http://www.dn.pt/inicio/portugal/interior.aspx?content_id=1753184&seccao=Norte