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terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

Vindima em tons de Azul


Bilhete Postal
Nunes de Almeida Editores - Portugal - S/D

Estação do Pinhão

“... A Estação do Pinhão, localizada na margem direita do rio Douro, junto à confluência com o rio Pinhão, é um belo exemplar da arquitectura ferroviária portuguesa. Os painéis de azulejos foram encomendados em 1937 à Fábrica Aleluia, de Aveiro, para revestir as fachadas no intervalo dos vãos do piso térreo. Foram pintados pelo artista J. Oliveira a partir de registos fotográficos sobre a região demarcada do Douro e representam paisagens, fainas agrícolas e costumes desta região vinhateira.
A estação ferroviária do Pinhão tem sido uma excepção entre as cerca de vinte existentes na linha do Douro a montante da Régua. A maioria está votada ao completo abandono, com visíveis sinais de destruição. É o exemplo da estação do Ferrão, que servia as gentes do concelho de Sabrosa, e em Miguel Torga se inspirou nos anos 60 para escrever o livro de poesia Vindima. Hoje está totalmente abandonada e degradada.
Mas a estação de do Pinhão é desde a sua inauguração, no século XIX, umas das mais importantes da linha do Douro, sendo outrora um local de encontro na região e, actualmente, a porta de entrada na região demarcada do Douro, cuja paisagem foi classificada pela UNESCO como património cultural da Humanidade.
Durante alguns anos em decadência, a estação do Pinhão viu revitalizada a sua operacionalidade quando em Junho de 2008 a Refer estabeleceu um protocolo com a Quinta Nova de Nossa Senhora do Carmo, do Grupo Amorim, tendo sido instalada nos 460 metros quadrados disponibilizados pela entidade ferroviária uma Wine House. O projecto da família Amorim veio dar nova vida aos espaços desactivados, No edifício principal da estação foi criada uma loja para provar e adquirir os vinhos do Douro, chás de ervas locais, azeite, compotas e mel. No primeiro andar, a antiga residência do chefe de estação, existe uma sala para eventos, recitais de musica, tertúlias, jantares vínicos etc,.
O grupo Amorim recuperou três casas dos antigos manobradores da estação e ali integrou um grupo museológico que contempla todo o ciclo do vinho, desde a viticultura à enologia, passando pela tanoaria e laboratório. ...“


Transcrito de http://www.dn.pt/inicio/portugal/interior.aspx?content_id=1753184&seccao=Norte